Barcelona by Dummy

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Sábado, Agosto 08, 2009

 

posted by Paulo 3:59 AM
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Sexta-feira, Junho 05, 2009

 
Barcelona cansou de mim.
posted by Paulo 1:07 AM
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Uma vontade esquisita de escutar Flávio Venturini e Beto Guedes de madrugada, vontade assustadora. Isso passa a essas horas, mas passa depois de tomar a pílula.
posted by Paulo 1:06 AM
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Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

 
Veja estes
Oriana Fallaci e Arturo Pérez-Reverte. Grandes jornalistas, pessoas mesquinhas (pro meu gosto). Provas de que com algo de objetividade e talento até os mesquinhos fazem bom jornalismo. O leitor só precisa ter um pouco de boa-vontade e perseverança pra passar por cima das opiniões e tirar proveito dos fatos. Que fatos há.

Entrevistas com a História (Oriana Fallaci)
Território Comanche (A. Pérez-Reverte)
posted by Paulo 2:16 AM
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Domingo, Janeiro 18, 2009

 
Os camelos do afeto no deserto da Solidäo
Alguém mais está sentindo esse frio? Gela de dentro pra fora, como se os ossos fossem de cobre ou de algum outro condutor. "Piora de noite", murmurou o grumete Gladis, atiçando o fogo com a vareta que näo largava desde Bagdad. "Tomou suas pastilhas hoje?", perguntou com tom paternal, de um pai ausente. Tenho tomado só meia, tenho medo que a caixa termine antes da gente chegar. "Vai ter pesadelos com a sua mäe", masculhou Gladis, "meia näo é suficiente". Melhor com a mäe do que sonhar com a Margarida. "Se acaba a lenha", era o sub-oficial Pipo, da intendência: "só tem a última cadeira, depois vamos ter que queimar a mesa". Matávamos a fome com os cestos de päo que os outros clientes deixavam inacabados. Da cozinha continuava vindo o cheiro de ovo com alho. Resolvemos mandar Otis, o singalês, para arranjar alguma carne. A vantagem é que lhe haviam arrancado a língua em Sri Lanka depois da revolta estudante. Era o único entre nós que näo dizia besteiras. O grumete Gladis atiçava as brasas com os olhos fixos, como se o fogo fosse apagar se desviasse a vista. "Me deixa a garrafa, Gordo", me pediu o grumete, e sorveu um trago. Otis voltou com a carne pelas mäos, nos apresentou com um gesto e Pipo resolveu talhar as pernas da mesa para assá-la melhor. Näo reclamou. Otis e Gladis dividiram as coxas entre si, os outros se serviram. "Näo come, Gordo?", me perguntou Gladis atiçando o fogo. Disse-lhe "Depois", com algo de nojo.
posted by Paulo 6:19 PM
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Domingo, Janeiro 11, 2009

 


Batucada de samba animou protesto em Barcelona
Dezenas de milhares de pessoas participaram neste sábado em Barcelona de uma manifestação contra a guerra na Faixa de Gaza. Ao final do protesto, a organização falava em 100 mil participantes, embora admitisse não ter como medir exatamente o tamanho da multidão. Os números oficiais da Guarda Urbana (Polícia Municipal) falam em 30 mil. O ato foi convocado pela plataforma “Paremos a Guerra”, que reúne dezenas de entidades e partidos políticos.

As entidades pedem às lideranças da Espanha e da União Européia que boicotem Israel e os produtos israelenses enquanto durem as hostilidades na Palestina. E principalmente que pare o comércio de armas entre Espanha e o país judeu.

Na trilha sonora da manifestação, músicas tristes em árabe e catalão - alguma coisa em espanhol – davam um clima melancólico à praça, semeada de cartazes com fotos de crianças mortas, gritos de “assassinos” e expressões de revolta. Até que um grupo de umas quinze pessoas começou uma batucada de samba, que abafou todas as outras músicas, e chegou a parecer que era uma imensa escola de samba esperando para entrar na avenida.

A quantidade de gente reunida na “Praça Universitat”, ponto de partida no centro da cidade, impressionou Collete Zointeau, 67, francesa que vive há 40 anos na Espanha. Ela veio a Barcelona com o marido especialmente para o evento. “Não imaginava que viriam tantos. Estamos fartos de ver tanta gente morta pela TV, acho que demorou muito para se fazer algo a respeito”, comentou.

Havia gente de todas as idades, inclusive muitas crianças trazidas pelos pais. Inúmeras nacionalidades estavam representadas. Grande parte dos manifestantes era de imigrantes de países muçulmanos. Principalmente de Marrocos e do Paquistão. São duas das maiores colônias estrangeiras em Barcelona. “Espero que dessa vez sirva para algo. Porque já houve várias [passeatas] e até agora não adiantou muito”, reclama Omar Ben Tassad, um marroquino de 20 anos que seguia a multidão com mais dois amigos que entendiam pouco o espanhol.

Dezenas de bandeiras diferentes se destacavam sobre a multidão. A da Palestina era a que mais se via. Mas havia também bandeiras do Iraque, Paquistão, Venezuela e Catalunha e de vários partidos, sobretudo de esquerda. Havia cartazes pela paz, pró-Palestina e anti-Israel. Dos caminhões de som e dos megafones espalhados por todo o trajeto saíam lemas como: “Palestina, livre, livre / Israel, fora, fora [em árabe]”, “Vocês sionistas / São os terroristas!”, “Olmert e Bush assassinos / Onde está Obama que até agora não lhe ouvimos?”.

A posse de Barack Obama, que se realizará em alguns dias, provocava expectativa em alguns e ceticismo em outros. “Não vai acontecer nada de importante [no conflito palestino] enquanto Obama não assuma”, opinava Dolores Fernández, “Zapatero [presidente espanhol] tem muito blá, blá, blá, mas atua pouco”, dizia. Um homem ao seu lado replicava: “Não vai mudar nada [com Obama]. Negro ou branco, eles são todos iguais”.

Entre os cartazes que mais se destacavam na aglomeração estava uma grande cópia do quadro “Guernica”, de Picasso. Media três metros de altura e sete de largura. A reprodução foi pintada em 2004, por várias pessoas, para ser usada em uma manifestação contra a Guerra do Iraque. Desde estão, o cartaz-quadro já apareceu em diversos protestos. “Não fazer nada [contra a guerra] me parece um pouco imoral. Se o protesto não funcionar para convencer os que mandam, pelo menos serve para que as vítimas saibam que nos importamos por elas”, comenta Marta Chine, uma jovem catalana que empunhava uma das pontas do cartaz.

A passeata, que acabou na Praça Sant Jaume (sede da Prefeitura de Barcelona) com ato durante o qual foi lido um manifesto, durou oficialmente das 17h às 19h. Mas duas horas depois do início, ainda havia gente saindo do ponto inicial. Segundo José Luís Gordillo, membro da organização e da Plataforma “Paremos a Guerra”, ainda não está prevista uma nova manifestação. O grupo vai se reunir para planejar os próximos passos.
posted by Paulo 2:36 PM
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Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

 
Quase três anos fora do Brasil e até hoje sigo sem nunca ter visto neve. E näo precisaria ir muito longe, a vinte minutos daqui há montanhas onde neva. Um pouco além, existe até estaçäo de esqui. Falta de vergonha na cara ou pura preguiça, misturada com um pouco de päo-durismo. O caso é que ontem nevou em Barcelona, coisa bastante rara, principalmente nas partes baixas. Nevou na praia, o que por si só já é algo esquisito. Mas näo nevou onde eu estava, apesar do frio e da chuva. Quem sabe com um pouco mais de paciência e mentalizaçäo a neve venha até mim.
posted by Paulo 8:43 PM
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Domingo, Janeiro 04, 2009

 
En alguna parte de la acera el tiempo se disipó, ya te lo he comentado. Desde entonces sigo acostado, escuchando a menudo un "clic" del gatillo de un despertador que nunca suena. Lo que es sencillamente imposible, pues despojé mi cuarto de todos los relojes. Y como los días se han acortado, apenas me puedo fiar de los agujeros en la ventana. Las seis horas son igual de oscuras por la mañana que por la tarde. Si uno no se fija en el flujo de los coches, puede confundirlas y con la impresión de que la ciudad se cayó en un largo apagón de domingo. Se me ocurre que a lo mejor me hundí en tu soledad desquiciada, pero me reivindico el desquicio. Lo más extraordinario es que sigo, ya lo ves, inmerso en aquello con que te perseguía. Con el conforto de que ahora puedo decírtelo sin que te pueda halagar.
posted by Paulo 6:13 PM
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Terça-feira, Dezembro 09, 2008

 

Estação de ferrocarriles de "Sarriá"
Pena que o transporte sobre trilhos näo seja täo comum no Brasil. Tanto o urbano (metrô e "bondes"), como o interurbano. É fácil, é prático, é seguro. Além do quê, as viajens em trem säo bem mais agradáveis do que em ônibus ou carro. No veräo é bom pegar um trem das "cercanías" e ir a uma das praias aqui perto. Silencioso, climatizado. E dá pra ver o mar passando pelas janelas direitas e as cidadezinhas, que eles chamam de "pueblos", pelas da esquerda. Custa entre 2 e 3 euros.
posted by Paulo 4:14 AM
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Reportagem sobre buraco de rua (1)
Estäo querendo transformar esta rua num calçadäo. A partir do ano que vem, nestes 400 metros näo passa mais carro. Decisöes urbanistas radicais e ousadas. A prefeitura aproveitou que tinha que reformar o pavimento, e decidiu transformar numa área só pra pedestres. Muitos comerciantes chiaram, porque sem trânsito diminuem os clientes. Mas a idéia funcionou em outras partes e, no geral, revitalizou-se o trecho de rua convertido em peatonal. É muito mais tranquilo, o asfalto näo sofre com o peso de carros e caminhöes, as crianças andam mais soltas. Como disse uma velhinha dona de uma loja, "dá gosto ver as pessoas passeando em paz aí em frente".
posted by Paulo 4:02 AM
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

 
Näo dá pra levar a sério o sol nascendo às 8h05 da manhä. Parece piada. E se pöe às 17h44. Nem dez horas de luz durante o dia.
posted by Paulo 4:24 AM
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Segunda-feira, Outubro 27, 2008

 
Consideraçöes bananais
Já ouviram falar em cansaço moral? Aposto que existe, mas eu acabei de inventar o termo. Estaria mais preocupado se o sentisse pela primeira vez, o que näo é o caso. Enfim, me livrarei do Orkut pra cair no Facebook? O Facebook, rapaz, näo é um Tamagochi. Foi o que me salvou a noite. Cansaço moral é o que te mói a criatividade, é o que te faz cagar na ortografia (olha a boca suja), é uma das três coisas, além da gripe, que te joga na cama mas näo te deixa dormir. Cruzarei o limiar de 2009 invicto?
posted by Paulo 8:03 PM
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Quarta-feira, Outubro 15, 2008

 
Gringos falantes
Estudar numa sala "multinacional" é um bom exercício de diplomacia. Além de se controlar pra näo ofender de graça um colega de outro país, tem que se controlar pra näo se irritar com as opiniöes alheias. Os preconceitos com outros povos e os estereótipos em relaçäo aos países estäo muito arraigados, pelo menos percebi que estavam em mim. Muito disso se deve, imagino, à falta de contato constante com estrangeiros. E à ignorância. Pra ficar num exemplo pequeno e exótico, o aluno basco da classe deve estar cheio de ouvir perguntas sobre o ETA. Se a curiosidade sobre o assunto é natural, deveria ser também natural o tato pra näo encher o saco do cara com o tema a toda hora. Com os portugueses o problema é a caricatura que fazemos deles no Brasil. Normalmente säo muito simpáticos. Pois. Mas das primeiras vezes é difícil näo achar graça no sotaque luso e em algumas palavras que eles usam.

A imagem que nos chega no Brasil dos latino-americanos é a mesma que o mundo tem do Brasil. Gente subdesenvolvida e ignorante. Imagem estúpida o suficiente pra alguns universitários brasileiros se surpreenderem com bolivianos, equatorianos e paraguaios bem mais preparados do que eles próprios. E atualmente penso duas vezes antes de dar alguma opiniäo favorável a Hugo Chávez quando há um venezuelano na sala. Mesmo que seja um venezuelano de esquerda. Muitos odeiam el presidente (ou pelo menos o que o presidente tem feito no país) e suponho que sentindo o problema desde dentro se tem mais propriedade pra opinar do que um palpiteiro de fora. Também tenho que ter paciência pra ouvir opiniöes estereotipadas sobre a Amazônia e a pobreza no Brasil. E me segurar quando um espanhol diz algo crítico sobre a "multidäo de imigrantes" que estäo invadindo o país.

Mas, por estranho que pareça, quem me dá mais "pena" é a garota americana da turma. Tem que escutar calada todas as brincadeiras e críticas aos EUA (inclusive por parte dos professores), porque o mundo inteiro sempre tem alguma coisa a dizer contra os americanos. Ninguém se toca.
posted by Paulo 4:55 PM
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Sexta-feira, Agosto 15, 2008

 

posted by Paulo 4:50 PM
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Quarta-feira, Agosto 06, 2008

 

A bóia amarela
Não cheguei ao pânico, mas seria o grau seguinte. Só durante uns segundos me passou pela cabeça que eu poderia não conseguir voltar. Sabia que na falta dos braços, as pernas seriam suficientes pra nadar à margem, ainda que demorasse muito. E em último caso, havia os barcos por perto.

Comprar um Johnny Walker no mercado custa o mesmo que uma pequena dose de whisky em qualquer bar ou boate. Não que eu vá à praia com a garrafa na mochila. Usei como cantil uma garrafa de plástico de 300 ml - que o sol e a areia esquentarão durante o dia até o whisky ficar intragável. Mas o Mediterrâneo tem essa vantagem, a água é sempre gelada. Basta passear o cantil durante um par de minutos dentro do mar e a temperatura cai. Bebida fresca, quase fria. Assim dura o whisky, serve para o dia inteiro; aos poucos, pra não embebedar de vez.

Levo também a toalha velha, um sanduíche de salame embrulhado em papel alumínio e algum dinheiro. Pra passar um dia de dândi, numa praia alejada dos turistas. Pro sol, uma caixa de aspirinas.

O trem sai pontualmente às 11h36 da estação Catalunha, forno subterrâneo, cuja agonia só dá um refresco a cada cinco minutos, com o vento de outros comboios que passam apitando. Por isso o prazer de tomar o trem é duplo, pelo início da viagem e pelo ar-condicionado. O trajeto dura 45 minutos, suficiente pra abrir o livro, tentar ler duas páginas e fechá-lo em seguida, em troca da paisagem que surge quando saímos de dentro da terra.

O vagão por sorte não vai cheio, ajuda ser terça-feira. Eu e minha companheira de viagem temos quatro bancos pra dividir entre os dois. Conforto de esticar as pernas; ela na fileira oposta, os pés descalços no banco ao meu lado. Assim são os casais dandi. Poucas ou nenhuma palavra trocada, intimidade justa e contente. Sem discussões, sem expectativas.

Desço na minha parada duvidando se me despeço ou não da garota que viajou na minha frente. Mas saio mesmo sem trocar palavra.

Em quinze minutos de praia já tomei dois ou três grandes tragos de whisky e a primeira aspirina. Beber enquanto está fresco – a artimanha de esfriar a garrafa no mar só me ocorreu mais tarde. O sol castiga os dandis sem guarda-sol, o mar é meu melhor amigo. Protege do sol e gela o whisky. Na terceira ou quarta vez que entro na água reparo na bóia amarela ancorada no fundo. Já fazia mais ou menos meia garrafa que eu estava na praia, mas dessa vez a cor destacada da bóia, dourada contra o azul, me chamou mais a atenção. E pareceu estar muito perto. A bóia era amarela justo para que eu nadasse até ela.

É verdade que no mar o senso de distância é completamente distinto. Demorei muito mais do que imaginava pra nadar até lá, três ou quatro investidas de alguns minutos. Cheguei a pensar em desistir antes da penúltima, mas sempre parecia estar perto demais pra abandonar. A derradeira série de braçadas me inutilizou os braços, gastei toda a energia pra chegar à bóia amarela, como se não tivesse que voltar. Bati o pique - o momento mais ridículo - e quando me girei, pra ver a praia de longe, senti o primeiro desconforto. Eu havia realmente entrado no mar, o céu estava largo, as pessoas estavam pequenas, mas parecia que suas vozes fracas chegavam até mim, de todos os pontos do arco da praia, de um extremo ao outro. Senti necessidade de voltar depressa, mesmo precisando descansar.

A viagem de volta durou o triplo de tempo. O que me empurrou realmente foi a sensação de que nadava, nadava (com as pernas) e não saía do lugar. Quando enfim desembarquei, ninguém havia sentido a minha falta. Ainda não havia comido o sanduíche, mas o whisky quente e o esforço me estragaram o estômago e a cabeça. Entrei de novo no mar e vomitei algo escuro, sem consistência sólida. De costas para a praia pra que ninguém visse. Purificado, em meia hora já estava melhor. Tomei um sorvete pra equilibrar e agüentar até o fim do dia.
posted by Paulo 9:25 PM
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